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A décima edição do Prêmio Paes Leme, entregue pela Sociedade de Medicina e Cirurgia de Campinas (SMCC) foi realizada no dia 1º de dezembro, mesma data em que a entidade comemorou seus 85 anos de fundação. As instituições que receberam o prêmio foram a Adacamp, Expedicionários da Saúde, Revista Metrópole e Orcampi. Na ocasião também foram homenageados os seguintes médicos: o ortopedista Hélio Waldemar Hilkner, o pediatra Arthur José Canguçu de Almeida, o ginecologista e obstetra Antonio Acacio Talli, o urologista e vereador Dário Jorge Giolo Saadi, o anestesista Guilherme Frederico Ferreira Reis, o cirurgião geral Nelson Ary Brandalise, o cirurgião geral Mario Costa Couto e a professora e clínica médica Maria Aparecida Baroni.

A cerimônia foi realizada às 19h da última quarta-feira (dia 1º), no auditório da SMCC, e foi seguida de um coquetel no Espaço Albert Zeitouni, terceiro piso da sede social, local que leva o nome do criador do Prêmio Paes Leme, o psiquiatra e presidente da SMCC (gestão 1999-2002), Albert Zeitouni (falecido em março/2005). 
A definição dos homenageados foi feita pela Diretoria da SMCC, com a escolha de médicos e instituições que sempre honraram a medicina, com um trabalho sério, trazendo orgulho não só a classe médica, mas a toda a população. 
O Prêmio Paes Leme foi criado com o objetivo de homenagear personalidades (médicas ou não) e instituições e/ou programas sociais, que tenham contribuído, direta ou indiretamente para o bem estar social ou para o exercício livre e ético da medicina em Campinas.

O nome Paes Leme foi uma homenagem ao primeiro presidente da SMCC, o médico Francisco Betim Paes Leme, que dirigiu a entidade entre 1925 e 1926. 
O diretor Paulo Borgonovi foi o mestre de cerimônias do evento. “Parabenizamos toda a classe médica pela escolha desta importante missão, fortalecida pelo reconhecimento do trabalho médico, o qual é homenageado todos os anos através da entrega do Prêmio Paes Leme. E a SMCC sempre teve a felicidade, por sua História, por todos estes anos, de contar com a ação de médicos e personalidades, lutando pelos seus ideais. A eles e a tantos outros por extensão e simbolicamente, dirigimos a nossa gratidão e nosso reconhecimento”.

A entrega começou com a Dra. Fátima Bastos, diretora de Eventos, fazendo a homenagem ao pediatra Arthur José Canguçu de Almeida.
O dr. Arthur José Canguçu de Almeida é pediatra, médico da Maternidade de Campinas desde 1964, também médico da antiga clínica Santo Antonio e do hospital Mário Gatti por todos esses anos de dedicação a medicina e a tantas crianças de nossa cidade. Além de sua atuação como pediatra, foi diretor clínico, coordenador do departamento de pediatria e membro da diretoria administrativa da maternidade de campinas, foi ainda presidente da Unimed Campinas por duas gestões e atualmente é membro do Conselho Consultivo do departamento de pediatria da maternidade de campinas e coordenador do comitê de Aleitamento Materno do hospital. É bisneto do médico Francisco Betim Paes Leme, que deu o nome a este prêmio por ter sido o primeiro presidente da SMCC.
A segunda homenagem foi entregue pelo Diretor de Comunicação e Marketing, Dr. Wilson Pires de Camargo Jr. ao ginecologista e obstetra Antonio Accacio Talli. 
O ginecologista e obstetra Antonio Acacio Talli começou sua atuação no Rio de Janeiro, vindo a Campinas na década de 60, onde foi médico do antigo INPS, além de médico da Casa de Saúde de Campinas desde 1960 e ainda tendo sido um dos fundadores da Unimed Campinas. O Paes Leme é apenas mais uma das homenagens que este médico recebeu por sua atuação na medicina. Ganhou o troféu imprensa na comemoração dos 50 anos da Associação campineira de imprensa, o prêmio andorinha em 1978 e ainda foi homenageado este ano pelo CRM e pela Associação Paulista de Medicina.

Paulo Borgonovi entregou a homenagem ao médico Dário Jorge Giolo Saadi. Vereador campineiro, o dr. Dário é urologista formado pela PUC, trabalhando na Casa de Saúde de Campinas e no Mário Gatti, onde foi presidente em 93/94, quando implantou a UTI Pediátrica, a enfermaria de Aids e deu início ao credenciamento da residência médica no MEC. Está no quinto mandato como vereador e foi presidente da câmara municipal de Campinas, sendo autor de importantes leis, como a que permite a doação de alimentos a entidades, isenta do ISS as construções em mutirão e as leis que criaram em campinas os programas de fitoterapia, saúde do homem e de assistência gratuita para a construção de moradia popular.

O Diretor de Finanças e Patrimônio, Dr. Clóvis Acúrcio Machado, entregou a homenagem ao Dr. Guilherme Frederico Ferreira Reis, anestesista responsável pelo centro de ensino e treinamento em anestesiologia da Casa de Saúde de Campinas, pela sua importante atuação na medicina. Um profissional gabaritado, que chegou a ser presidente da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo, representando seus colegas de especialidade em inúmeras ocasiões. Um profissional sério e respeitado por toda a classe médica.
O Dr. Wilson Pires de Camargo Jr. Entregou a 5 ª homenagem da noite, ao Dr. Hélio Waldemar Hilkner. Médico ortopedista da Beneficência Portuguesa desde 1972 até hoje, onde ocupou funções na Diretoria cirúrgica, diretoria clínica e comissão de ética, estando atualmente na coordenação do departamento de trauma ortopedia do hospital. É titular da sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia, com título de especialista pela AMB desde 69. Ingressou na Unimed como cooperado em 1972, onde exerceu cargos eletivos no conselho de administração, conselho fiscal, comitê de ética médica e comitê da especialidade.

A Dra. Denise entregou a homenagem a Dra. Maria Aparecida Baroni Teixeira, de quem foi aluna, por sua importante atuação na educação dos acadêmicos de medicina, sendo professora em Semiologia e Medicina Interna na Faculdade de Medicina da PUC Campinas desde 1983. “Agradeço a Deus por termos a Dra. Cidinha na Faculdade de Medicina da PUC, porque graças a ela a faculdade continua formando bons médicos”, disse. Médica com especialização em clínica médica, doutora em clínica médica pela UNICAMP; ministra aulas práticas para alunos de segunda, terceira, quarta e sexta séries do curso de medicina, além de atuar em pesquisa, como coordenadora do Grupo de Estudo em Correlação Anátomo-Clínica desde 1996, onde exerce suas atividades de pesquisa clínica.

A diretora de Eventos fez a entrega da homenagem ao Dr. Nelson Ary Brandalise, por sua atuação na Medicina, como cirurgião geral e também como professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp. O dr é membro emérito do colégio brasileiro de cirurgiões, com título de especialista em endoscopia digestiva alta pela SOBED, título de especialista em cirurgia por videolaparoscopia pela SOBRACIL. É ainda chefe do Departamento de Cirurgia do Hospital Centro Médico de Campinas, sendo fundador e chefe do serviço de endoscopia deste hospital. Foi escolhido para ser homenageado por sua dedicação a medicina e pelo tratamento amigo dispensado aos pacientes.

Por último a Dra. Denise entregou a homenagem ao Dr. Mario Costa Couto. Cirurgião geral formado pela universidade federal do Paraná – na turma de 1959, foi médico do instituto biológico Fazenda Mato Dentro entre 1962 a 1977, coordenador do serviço de emergências do hospital Irmãos Penteado e Santa Casa de Campinas, diretor clínico dos hospitais da Irmandade de Misericórdia de Campinas e fundador da comissão de infecção hospitalar dos hospitais da irmandade de misericórdia de campinas, de onde também foi presidente por 8 anos. É membro do Comitê de Cirurgia Geral da Unimed Campinas e preceptor de residência médica da Irmandade de Misericórdia de Campinas há dez anos. Por todos estes anos de dedicação a medicina, a homenagem da SMCC ao médico.

A segunda etapa da cerimônia foi a premiação das entidades que se destacaram no ano de 2010:

A 1ª premiada na noite foi a ADACAMP – Associação para o desenvolvimento de Autistas de Campinas Representada pelo seu presidente Sr. Ricardo Jordão Rocha. Entidade fundada em 1989, por oferecer tratamento terapêutico para autistas e apoio psicológico aos familiares. Instituição filantrópica que dispõe aos seus usuários, de diversas faixas etárias, tratamentos terapêuticos baseados em conhecimentos científicos atualizados, e que busca auxiliar na integração social dos portadores e, consequentemente, na redução dos preconceitos.

A segunda entidade premiada foi a Ong Expedicionários da Saúde, representada pelo seu presidente Dr. Ricardo Affonso Ferreira, junto com o Dr. Martim Affonso Ferreira, um de seus fundadores.

A ONG Expedicionários da Saúde foi criada em 2003 por um grupo de médicos voluntários para levar a medicina aos índios que vivem longe dos grandes centros. A entidade implantou em 2004 o programa Operando na Amazônia, na região do Alto Rio Negro. Em 2007 o programa chegou à região do Rio Tapajós – Pará e em 2008, na região do Alto Solimões- Amazonas. Para atender a populações que vivem distantes de centros cirúrgicos, o programa desenvolveu um Centro Cirúrgico Móvel, transportado e montado especialmente para este trabalho. O maior número de cirurgias ocorre entre as especialidades de oftalmologia e cirurgia geral. Também são realizadas cirurgias pediátricas, ortopédicas e ginecológicas. Além dos médicos voluntários, o programa conta com o apoio de outros profissionais e instituições que ajudam a viabilizar o projeto, assim como o Ministério da Defesa, o Comando Militar da Amazônia e a Força Aérea Brasileira, além do patrocínio de empresas socialmente responsáveis.

A terceira premiada da noite foi a Orcampi, representada pelo seu presidente, Evandro Lazari. Fundada em 1997, a Organização Funilense de Atletismo – ORCAMPI é uma entidade sem fins lucrativos destinada a jovens carentes, com idade entre 11 e 18 anos, da Região Metropolitana de Campinas. Ao longo dos 13 anos de funcionamento, já atendeu mais de 1800 crianças e tem como padrinho o ex-maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima. Desde 2005 firmou parceria com a UNICAMP e utiliza toda a infraestrutura da Faculdade de Educação Física da universidade. Sete atletas revelados pela equipe participaram no Pan 2007 e quatro foram para Pequim, comprovando assim o sucesso do projeto. Parabéns por este bonito projeto social!

A última premiada da noite foi a Revista Metrópole do Correio Popular, representada pela sua editora Suzamara Santos. A Revista semanal do Jornal Correio Popular de Campinas traz importantes reportagens de comportamento e prevenção de doenças, que auxiliam na melhoria da qualidade de vida da população, contribuindo muito com a missão do médico. Desde sua criação em 1997, quando ainda se chamava Revista do Correio Popular, a publicação tem como principal compromisso mostrar algumas características que dão identidade à cidade. Temas como pais e filhos, comportamento, moda, gastronomia, educação, lazer, cultura e saúde estão presentes nas edições como reflexo natural do que Campinas tem a oferecer e do que o leitor espera encontrar numa leitura domingueira. Em 2001, quando passou a se chamar Metrópole, em meio a tantas alterações urbanas, a revista enfatizou em sua linha editorial o conceito de “bem-estar”, o que automaticamente colocou o tema “saúde” em destaque. E saúde e bem-estar significam também busca por entretenimento, alimentação saudável, conforto familiar, entendimento social. Parabéns pelo seu ótimo trabalho!

Ao final das homenagens, todos foram convidados a participar de coquetel no terceiro piso da entidade.

 Mais de 20 médicos e enfermeiros da ONG Expedicionários da Saúde realizam, até este domingo (14), atendimentos à população indígena da Comunidade Cartucho, em Santa Isabel do Rio Negro (AM). Desde 7 de novembro, os moradores da região contam com o atendimento de oftalmologistas, ginecologistas, cirurgiões e dentistas.

Dentista atende indígena em tenda montada por ONG em Santa Isabel do Rio Negro com a ONG, foram montados pelo menos três centros cirúrgicos que atendem à população de áreas isoladas na cidade. Os indígenas são levados às tendas por meio de barcos, com o apoio da prefeitura.

A ONG Expedicionários da Saúde foi fundada em 2003 e trabalha para levar atendimento médico especializado, principalmente cirúrgico, a populações indígenas que vivem geograficamente isoladas.

Médicos nipo-brasileiros viajam até Amazonas para atender população indígena
(Revista Mundo OK – 15 de outubro de 2010)

Levar atendimento médico especializado, principalmente cirúrgico, a populações indígenas que vivem geograficamente isoladas. Foi esse propósito que reuniu os nipo-brasileiros Celso Takashi Nakano, Roberta Murasaki Cardoso e Magda Mitsusaki Ricci, médicos voluntários da Organização Não Governamental Expedicionários da Saúde (EDS). Cada um em sua área, oftalmologista, cirurgiã vascular e ginecologista, respectivamente, contribuem para melhorar a qualidade de vida dos povos indígenas. O desafio é grande: são cerca de 220 grupos, aproximadamente 370 mil indivíduos, que falam mais de 180 línguas diferentes e vivem em terras espalhadas por todo território nacional, em maior número na Floresta Amazônica.

Mas eles não estão sozinhos. Cerca de 150 médicos já participaram ou ainda participam das expedições realizadas pela ONG, que reúnem em cada uma delas, cerca de 40 profissionais, além dos médicos, enfermeiros e o pessoal da logística. Equipe essa focada sempre nos mesmos objetivos, séria e divertida ao mesmo tempo. Todos, de maneira voluntária, deixam suas casas e trabalhos e durante 10 dias se embrenham nos confins da Amazônia para atender pessoas, que na maioria dos casos, nunca passaram por uma consulta.

“A maioria dos índios que cuidamos nunca recebeu nenhum tipo de atendimento, e muitos estão cegos há anos”, explica Takashi, que juntamente com os demais médicos da equipe de oftalmologia operam pessoas com catarata e pterígio – doença que provoca o crescimento de uma espécie de membrana sobre o olho, impedindo a visão. “Na floresta realizo o mesmo trabalho que faço aqui no Hospital [Santa Cruz, onde coordena o Departamento de Cirurgia de Catarata], só que para uma população que não tem alternativa, o que considero muito mais importante”, ressalta.

E isso só é possível porque a ONG dispõe de um aparato tecnológico de dar inveja há muitas clínicas. São seis barracas especiais, com centro cirúrgico móvel e consultórios especializados – com os melhores aparelhos e materiais –, que são montadas no coração da floresta. O trabalho de pré-expedição dura cerca de quatro meses, durante esse tempo a equipe da EDS escolhe a região em que serão montadas as barracas, leva todos os equipamentos necessários e ainda treina os agentes de saúde locais que fazem à triagem dos pacientes que serão atendidos na expedição.

Além das cirurgias oftalmológicas, outro foco das expedições são as operações de hérnias inguinais, ambas sem maiores exigências pós-operatórias. Pediatria, ginecologia, clínica geral, ortopedia e medicina da família também fazem parte dos atendimentos, e tudo o mais em matéria de medicina que esteja ao alcance dos expedicionários. E o que não estiver, encontram uma alternativa. “O que não conseguimos resolver lá buscamos outras possibilidades, transferimos para cidades próximas, ou para Campinas e até mesmo para São Paulo, como já fizemos algumas vezes”, explica Roberta, que já participou de cinco expedições.

Como o tempo é curto para atender a tantos que necessitam, os médicos precisam ter a maior resolutividade possível a cada atendimento. “Fazemos consultas clínicas e ginecológicas completas em todas as mulheres possíveis, já que é pouco provável que voltemos ao mesmo local”, conta Magda.

Lendo assim parece fácil, mas para que tudo isso aconteça muitas dificuldades têm que ser transpostas. Há cinco anos na ONG, e quatro expedições no currículo, à ginecologista enumera algumas como o calor e falta de estabilidade de corrente elétrica. Além dos mosquitos, horas de viagem na voadeira – barco a motor típico dos rios da Amazônia, muito trabalho e pouco conforto. “Mas tudo isso fica um detalhe pequeno frente à beleza da cultura indígena e da mata. Os índios são maravilhosos, sempre me ensinam muito”, e um muito com direito a vários “os”.

“O privilégio de poder conhecer nosso país de perto e aprender um pouquinho com todas essas etnias, não tem preço”, brinca Magda como na propaganda de um cartão de crédito. “Aprendi que cada um precisa doar um pouco de trabalho para que o mundo melhore, ao invés de ficar só reclamando que ninguém faz nada. Voltamos das expedições com a alma cheia de paz e por isso queremos voltar sempre”, revela.

Magda como os outros voluntários da ONG foram picados pelo “bichinho” da solidariedade e já se preparam para mais uma de suas aventuras solidárias. Em novembro partem para o Médio Rio Negro, no Amazonas. Roberta já esteve por lá. Em setembro passou quatro dias treinando os agentes de saúde locais. E se depender da disposição dessa turma, essa é só mais uma, das muitas expedições que ainda estão por vir.


Oito anos de expedicionários

Em uma viagem de férias, os primos Ricardo Affonso Ferreira, ortopedista e Martim Affonso Ferreira, anestesista, foram escalar o Pico da Neblina – ponto mais alto do território brasileiro, na Serra do Imeri, no norte do Amazonas. Durante a viagem passaram por uma aldeia ianomâmi e se surpreenderam com os problemas de saúde que os índios enfrentavam. Após passarem um mês ”no mato” perceberam que poderiam fazer algo para ajudar aquelas pessoas. Nascia aí, em 2002, a sementinha do que hoje é a ONG Expedicionários da Saúde.

Com a ajuda de outros profissionais, eles fundaram oficialmente a Expedicionários, que é qualificada como OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) e sobrevive de doações. No início de 2004 já partiam para a primeira expedição. Ricardo, o primo e mais dois guerreiros voluntários desembarcaram em Iauaretê, no Amazonas, e durante 15 dias realizaram 109 consultas e 52 cirurgias em um hospital da própria aldeia.

Era o primeiro passo de uma caminhada que cresceu e se multiplicou, e atualmente tem na bagagem 17 expedições, mais de duas mil cirurgias, 11 mil consultas, três estados atendidos (Amazonas, Pará e Roraima), 40 profissionais por expedição, no mínimo três empreitadas por ano e seis barracas, os chamados hospitais móveis.

Com um potencial desses, Ricardo não poderia ficar parado diante da tragédia que assolou o Haiti, em 12 de janeiro desse ano, após um terrível terremoto, que matou 270 mil pessoas. E não ficou. “Pensei, se posso montar uma base médica no meio da selva, também posso montá-la em uma cidade destruída”, e podia. Alguns dias depois da tragédia, após uma visita exploratória, 15 voluntários partiram para o Haiti. Em outubro, fizeram a sétima expedição ao país caribenho, onde já realizaram mais de 300 cirurgias e mil consultas.

E ainda não estão totalmente satisfeitos. Segundo Ricardo, a ONG se organiza para realizar mais expedições ao longo do ano, e quem sabe atuar em outros países. “O objetivo é criar um modelo referencial de atendimento médico especializado para essas populações”, finaliza.


Expedicionários em números:

– Desde 2003 levando atendimento médico a comunidades isoladas;
– 17 expedições realizadas na Amazônia brasileira e 7 no Haiti;
– 2260 cirurgias realizadas na floresta e mais de 300 no Haiti;
– 11572 atendimentos na Amazônia e mais de mil no Haiti;
– 40 profissionais mobilizados por expedição;
– Mais de 150 médicos “picados pelo bichinho da solidariedade”, que já participaram ou ainda participam das expedições;
– 6 barracas especiais com centro cirúrgico móvel e consultórios especializados;
– 8 Toneladas de equipamentos por expedição;

  

Objetivo:

O objetivo da Viagem Exploratória às Terras Indígenas do povo Kayapó foi o de familiarizar os integrantes da equipe dos Expedicionários da Saúde e do Ministério da Cultura com os aspectos, facilidades e dificuldades da região que está sendo considerada para abrigar uma futura Expedição do Programa Operando na Amazônia dos Expedicionários da Saúde, bem como identificar, estabelecer e consolidar contatos e parcerias locais e institucionais que possibilitem e/ou facilitem a condução das futuras operações.

Localização:

A área de abrangência desta Expedição compreendeu as Terras Indígenas Kayapó demarcadas no Estado do Pará. A área é banhada a oeste pelo Rio Xingu, ao centro pelo Rio Riozinho e a leste Rio Fresco a leste. Os Kaypós habitam também as Terras Indígenas do Baú, Mekragnoti, Paraná, Badonkorê e Capoto Jarina totalizando aproximadamente seis mil indivíduos desta etnia.

O povo Kayapó distribui-se por 19 aldeias espalhadas por uma área de aproximadamente 400 km x 400 km localizada em sua maior parte no estado do Pará, ao Norte do Parque Nacional do Xingu no Estado do Mato Grosso. As aldeias Kayapó abrigam em média 200 pessoas podendo ter no entanto desde 100 até 900 moradores. A terra indígena Kayapó abrange os municípios de Bannach, Cumaru do Norte, Ourilândia do Norte, São Félix do Xingu e Pau D’arco.

Nas terras indígenas Kayapó ainda subsistem ajuntamentos totalmente isolados com aproximadamente 200 indivíduos com os quais nem mesmo os Kayapó mantém contato. Eventualmente podem acontecer atritos violentos com estas populações isoladas com foi o caso recentemente na aldeia de Moykarako.

Na quase totalidade dos núcleos de habitação Kayapó, funcionam escolas com as séries iniciais do Ensino Fundamental, cada uma sob a responsabilidade de um ou dois professores brancos, contratados pela Prefeitura Municipal responsável pela jurisdição em que se encontra a escola.

O site do Instituto Sócio Ambiental apresenta um breve histórico do convívio recente entre brancos e os índios Kayapós.

“Nos anos 80 e 90, os Kayapó tornaram-se célebres na mídia nacional e internacional pela ativa mobilização em favor de direitos políticos, da demarcação de suas terras, e também pela forma intensa como se relacionam com os mercados locais, em busca de produtos industrializados. No curso dessa mobilização, rostos como o dos líderes Ropni (mais conhecido como Raoni) e de Bepkoroti (Paulinho Payakã), tornaram-se mundialmente famosos, clicados pela imprensa ao lado de artistas, personalidades e grandes chefes de estado. Suas aparições espetaculares em Brasília, durante o processo da Assembléia Constituinte, e a intensa movimentação desses líderes em articulações no Brasil e no exterior foram a marca do período.

O ponto culminante parece ter sido o célebre encontro pan-indígena de Altamira em fevereiro de 1989, de grande repecurssão na imprensa, em que lideranças de comunidades Kayapó, junto com representantes de 24 povos indígenas, além de grupos ambientalistas de vários países, reuniram-se para impedir a construção de um complexo hidrelétrico no rio Xingu, em particular a usina de Kararaô. No ano anterior, Payakã estivera nos Estados Unidos, a convite dos antropólogos americanos Darell Posey e Janet Chernela, para denunciar o mesmo projeto e questionar representantes do Banco Mundial que o financiariam. Paralelamente, Raoni havia conquistado auxílio internacional do cantor Sting, que resultou na criação de organizações não governamentais de proteção à floresta e aos Kayapó, como a Rainforest Foundation e sua filial brasileira Fundação Mata Virgem (Rabben, 1998). Em novembro de 1989, Payakan foi agraciado com a medalha de honra da Better World Society, entidade filantrópica de defesa da ecologia e do bem estar da humanidade, na categoria Proteção do Meio Ambiente.

No início dos anos 90, portanto, a associação dos Kayapó com o discurso ambientalista internacional estava no auge. É possível que, dadas as circunstâncias, os líderes Kayapó tenham se valido dessa representação para chamar a atenção da opinião pública internacional acerca dos problemas que os afligiam, sobretudo a situação de suas terras. Mas a imagem idealizada que parte do movimento ambientalista tinha dos Kayapó impediu de ver que a defesa que estes faziam da floresta e da natureza não tinha um fim em si mesmo, nem baseava-se numa suposta pureza silvícola. Fica a impressão de que a ajuda internacional só se interessava pelos índios na medida que eles se comportavam como defensores da natureza. Como observou o antropólogo William Fisher (1994:229), era como se o modo de vida indígena só valesse a pena ser preservado na medida em que fosse benéfico ao meio-ambiente, e não em razão de seus direitos de auto-determinação enquanto povo. E se é verdade que um simples olhar em imagens de satélite atesta que, na Amazônia, as áreas indígenas, incluindo a dos Kayapó, são ilhas de cobertura vegetal, cercadas pelo desflorestamento do entorno, isso certamente não ocorre pelo fato de os índios pensarem como os ecologistas.

Nesse contexto, ao mesmo tempo em que, no nível global, eram vistos defendendo a floresta, localmente os Kayapó faziam negócios com aqueles agentes econômicos que mais provocam danos ambientais na Amazônia: a exploração de madeira e o garimpo. Essa característica custou caro à imagem dos Kayapó, sobretudo após o incidente que envolveu o líder Payakã em uma acusação de violência sexual. As notícias das relações comerciais dos índios, somadas à exploração ideologizada do episódio, fizeram com que os Kayapó passassem de heróis ecológicos a verdadeiros vilões da Amazônia. A acusação a Payakan caiu como uma luva aos inimigos da causa indígena, em meio à Rio-92, grande conferência das Nações Unidas sobre meio-ambiente e desenvolvimento. Freire (2001) mostra como a imprensa brasileira procurou demolir a versão ecológica dos Kayapó, para substituí-la por outra, em que apareciam como ricos capitalistas, latifundiários, privilegiados, “acaboclados”, vivendo todos os piores vícios da civilização, envolvidos em atividades altamente predatórias como o garimpo e a exploração de madeira.

No entanto, da perspectiva dos índios, alinhar-se com os ambientalistas e negociar com a economia local com a qual convivem de longa data faz igualmente parte de suas estratégias de relacionamento com o mundo dos brancos, parte do seu modo de enfrentar as novas condições históricas que se lhes apresentam. Na ausência de uma política governamental para a questão indígena, os Kayapó trataram de obter por conta própria recursos (simbólicos, políticos e econômicos) fundamentais para sua reprodução social. Não apenas bens de consumo, serviços, atendimento médico, mas também possíveis parceiros e colaboradores. Daí a necessidade de chamar atenção internacional para o problema da demarcação de suas terras, para quem estava disposto a ouvir. Daí negociar parte dos recursos naturais de suas terras em troca de dinheiro.

Além disso, as idealizações (positiva ou negativa) dos brancos não permitiam enxergar que essas estratégias nunca foram consensuais, provocando muitas vezes conflitos internos, e até cisões nas comunidades, entre os partidários de um ou outro tipo de atuação. Os Kayapó não são um bloco monolítico de pensamento e atitudes. É preciso entender suas ações e estratégias tanto no contexto de sua “política externa” (luta por autonomia e afirmação étnica), quanto no de sua “política interna”, que envolve também disputas por prestígio entre lideranças intra e interaldeãs e grupos de idade.

Por outro lado, a experiência acumulada diz aos Kayapó que nem sempre se pode confiar no kuben (“branco”), e que as parcerias são intrinsecamente instáveis e conflituosas. Para eles, os brancos não se comportam adequadamente, pois mentem em demasia (kuben ênhire), ou como costumam descrever jocosamente os Xikrin, têm “duas bocas” (japê kré amé). Os Kayapó sabem que as negociações com madeireiros e garimpeiros, apesar de importantes em algum momento, foram prejudiciais e quase sempre desonestas. Hoje, mostram-se abertos a alternativas ao modelo econômico predatório que se enraizou fortemente na Amazônia sobretudo no regime militar. Os Xikrin, por exemplo, romperam todos os contratos com madeireiros no início da década de 90 e apostaram no desenvolvimento de um modelo de exploração florestal sustentável e renovável, dentro dos padrões de certificação internacional. Foram o primeiro grupo indígena no Brasil a ter um Plano de Manejo Florestal aprovado pela Funai e pelo Ibama, e hoje começam a despontar como exemplo não só para os outros Kayapó, como para todo o estado do Pará, no que diz respeito à questão madeireira. Atualmente, muitas comunidades Kayapó desenvolvem projetos de alternativas econômicas sustentáveis, em parcerias com ONGs e agências multilaterais de financiamento.”

Equipe Percursora:

Ricardo Affonso Ferreira – Presidente da Organização Expedicionários da Saúde
Márcia Abdala – Logística
Luis Francisco de Macedo – Logística
Frederico Maia – Ministério da Cultura
Helio Neto – Ministério da Cultura

BAHEMA, DELOITTE e a WEM agora fazem parte do grupo de patrocinadores e se juntaram aos Expedicionários da Saúde. Agradeçemos a todos.”

A Bahema S/A foi constituída na Cidade de São Paulo, SP, em 1960, com a denominação de Companhia Nacional de Equipamentos. A Bahema SA atuou nos setores de equipamentos e alimentos, posteriormente transformando-se em uma holding de posições minoritárias de ações diversificadas em bolsa. Em março de 2007 a controlada Bahema Participações S/A formou a Bahema Gestão de Ativos Ltda., com o objetivo de administrar recursos de terceiros através de fundos de investimentos em ações.

A “Deloitte” é a marca sob a qual dezenas de milhares de profissionais dedicados de firmas independentes de todo o mundo colaboram para oferecer serviços de auditoria, consultoria tributária, consultoria empresarial, consultoria em gestão de riscos empresariais, corporate finance e outsourcing para clientes selecionados
No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é uma das líderes de mercado e seus cerca de 4.000 profissionais são reconhecidos pela integridade, competência e habilidade em transformar seus conhecimentos em soluções para seus clientes.

A WEM tem apoiado fortemente os Expedicionários da Saúde, em nossas atividades de atendimento médico às comunidades indígenas geograficamente isoladas na Amazônia Legal. Recentemente recebemos o apoio para a ampliação e montagem de nosso consultório de Ginecologia e Obstetrícia.

Silas,
com a perna nova, pode ser o goleiro da turma e participar do jogo de
futebol com os meninos da aldeia, outra vez. Nada disso se compara ao
prazer de estar na floresta.

A expedição dos médicos e cirurgiões de Campinas, os Expedicionários da Saúde, se estendeu do Amazonas até São Paulo. Para cá eles trouxeram Silas, o menino que perdeu uma perna por causa da mordida de uma cobra surucucu e agora vai receber uma prótese. Ele está em uma clínica especializada em próteses para amputados.

“Ele está abismado, vendo as pessoas amputadas andando com aparelho e está maravilhado com isso, estamos criando um sonho para ele”, comemora o ortopedista Marco Antonio Guedes Pinto.
O médico ortopedista que atende Silas logo surpreende o menino. Ele também é um amputado.

Silas vai ganhar uma perna nova, de alumínio, plástico e titânio, o pé é de fibra de carbono revestida com pneu de avião. Pode caminhar pela floresta e até entrar na água. Tudo foi cedido por uma empresa alemã em parceria com a clínica que fez o trabalho.

Com a perna nova, Silas percebe que terá outros alcances. O pai, Lourival nem acredita que está vendo o filho tão feliz.

Silas ainda está em São Paulo e faz os últimos testes com a perna nova. Pisa em um pedacinho de terra, espaço restrito que a cidade permite.

Do espaço espremido de São Paulo para a largueza do Rio Amazonas. Na voadeira, são quatro horas pelo rio Amazonas e Andirá, depois uma troca para um barco menor, para poder entrar nas calhas estreitas e rasas dos braços do Rio Araticum que levam até a aldeia de Boa Fé.

Um menino acompanha o barco na margem. Curioso, quer ver quem está chegando. Tenta entender o que está acontecendo até reconhecer Silas.

Já em terra, o menino olha bem de perto que perna é aquela, tenta entender tanta novidade. Os outros meninos da aldeia também fazem companhia e sobem todos juntos até a casa de Silas e Lourival.

A mãe de Silas, com a filha mais nova no colo, viu o marido e o filho passarem e apenas sorriu, discreta. Depois de dois meses de ausência, eles voltam todos juntos para casa. Na porta de entrada, Silas para e se apóia. Tudo enfim reencontrado.

Lá dentro, além dos seis irmãos de Silas, outras tantas crianças da vizinhança. Quando tudo parece mais tranquilo a mãe faz perguntas e carinhos.

Silas, com a perna nova, pode ser o
goleiro da turma e participar do jogo de futebol com os meninos da
aldeia, outra vez. Nada disso se compara ao prazer de estar na floresta.

 

 Allergan, ErwinGuth, Dexcar, Viewpoint e a Moriya.

Mais um grupo de novos patrocínios se juntou aos Expedicionários da Saúde. Agradeçemos a todos.”

Uma
reunião realizada nesta terça-feira (25) na Câmara dos Deputados em
Brasília entre parlamentares, representantes de ONGs e  o Ministério da
Saúde  apontou os principais problemas que existem no País em função do
isolamento de algumas comunidades e a dificuldade de fixação dos
profissionais de saúde nestes locais.

Dois vídeos veiculados na
sessão, produzidos pelas ONGs, apresentou índices e demonstrativos sobre
a realidade social dos povos ribeirinhos e o trabalho que estas
instituições realizam periodicamente – número de atendimentos,
cirurgias, programas de educação infantil, entre outros. “Nosso objetivo
é dar cidadania através do acesso à saúde. O grupo é composto por
profissionais voluntários que se dedicam um mês de suas vidas para
melhorar a qualidade de vida destas pessoas que muitas vezes tem que se
deslocar dias para conseguir uma simples consulta”, comentou o
presidente da ONG Expedicionários da Saúde, Ricardo Affonso Ferreira.

Para
o  coordenador do Núcleo de Saúde Comunitária do Projeto Saúde e
Alegria, Fábio Lambertini Tozzi, o SUS é uma garantia importante da
sociedade, mas que precisa atingir a todos. “A Amazônia é um desafio que
precisa ser vencido. Nas regiões onde visitamos há pequena cobertura da
saúde suplementar. A renda das famílias é baixíssima e em alguns locais
a média do número de médicos é de 1 para 4466 habitantes. É um dado
alarmante”. Outro ponto apresentado por Tozzi foi o trabalho permanente
com educação infantil. “Temos grande preocupação também em levar até as
escolas e os vilarejos noções básicas de higiene, nutrição e cuidados
com a saúde”.

A deputada federal Elcione Barbalho (PMDB-PA)
complementou a fala afirmando que em recente pesquisa realizada,
constatou-se no mesmo estado uma situação pior ainda. “Dos 143
municípios do Pará, apenas 43 tem médicos. O governo esta brincando com a
região”, disse Elcione. O deputado federal Germano Bonow (DEM-RS)
também falou sobre sua experiência na região norte do país, quando lá
foi trabalhar como médico recém formado. “Quando cheguei no Amazonas,
tínhamos problemas diversos e eu me questionava porque estava ali. Foi
um grande aprendizado, mas não consegui permanecer devido a todos os
problemas que enfrentava na época”.

Segundo o presidente da
Associação Médica Brasileira, José Luiz Gomes do Amaral, há muitas
informações equivocadas na imprensa. “Infelizmente há um entendimento no
Brasil que faltam médicos para atender as pessoas. Isso não é verdade. O
que existe é uma desigualdade permanente no número de profissionais por
habitante em cada região. Além disso, podemos acrescer mais um fato
triste que é a falta da oferta de especialistas em muitos locais”, disse
Amaral.

Perspectivas

A Diretora de Gestão e da Regulação
do Trabalho do Ministério da Saúde, Maria Helena Machado, comentou sobre
uma iniciativa do executivo para melhorar o atual quadro de permanência
dos profissionais da área. “Estamos trabalhando para a implementação de
uma carreira nacional para o SUS, que deverá ser ainda discutida com as
entidades, associações e o parlamento. Realizaremos em Recife um
seminário internacional entre os dias 1 e 3 de novembro para discutir
justamente esta questão da experiência de fixação de trabalhadores das
áreas de saúde juntamente com representantes de outros países. Queremos
saber como eles conseguiram obter êxito neste processo. Lá podemos
ampliar este debate da nova carreira”, disse ela.

Entretanto,
para o deputado federal Eleuses Paiva (DEM-SP), a questão toda está na
falta de aplicabilidade de políticas de estado concisas do Ministério da
Saúde e na fragilidade da relação de trabalho. “Os profissionais que
trabalham para o SUS recebem baixos salários e não tem um vinculo forte ,
duradouro com a entidade. Se esta é a situação atual, o que seria
daqueles que poderiam ingressar nesta nova carreira É uma grande
instabilidade. A tentativa também do governo em trazer profissionais de
outros países, como Cuba, nos mostra um cenário ruim. Parece-me que as
iniciativas deste governo caminham para trás”, disse Paiva.

De
acordo com o coordenador do Núcleo de Saúde Comunitária do Projeto Saúde
e Alegria, a criação de um barco-escola para estudos e ensino médico
nestas comunidades distantes possibilitaria não só mais acesso a
atendimentos de saúde, mas também maior aproximação entre os
profissionais e as populações assistidas.

 É com grande prazer que anunciamos o início dos patrocínios aos Expedicionários da Saúde, do escritório de advocacia Lemos Associados Advocacia, Campinas-Sp e do Instituto Afrânio Affonso Ferreira, Salvador-Ba
 

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